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A cada nova descoberta da ciência ortodoxa, mais me surpreendo com a sabedoria de nossos Ancestrais.

A pergunta que soa normal quando pensamos na relação que há entre Mametu Matamba - A Senhora da Evolução - e os Raios é: O que tem haver?

•  Como se formam os raios?

Em kikongo, raio é ntanda .

Do latim radius , é uma descarga elétrica que produz um clarão fulgurante acompanhada de estrondo (trovão) que se produz entre duas nuvens, quando recebe o nome de relâmpago, ou entre uma nuvem e a terra. Somente as nuvens de tempestades, conhecidas como cumoloninbus , possuem os ingredientes necessários para produzir relâmpagos: ventos intensos, grande extensão vertical (com uma base de 2 a 3 km e o topo em até 20 km de altitude, podendo ter 10 ou mesmo 20 km de diâmetro) e partículas de gelo e água. Caem, aproximadamente, cerca de 1.000 raios por minuto em nosso mundo. A energia gerada por um raio (que alcança temperaturas de até 27.700 graus célsius, que é cinco vezes a do Sol) altera as moléculas diversas em suspensão na atmosfera, gerando a maioria dos nitratos existentes que são depositados na terra pela precipitação da chuva, e esses são um dos principais responsáveis pela evolução natural de tudo o que nasce no planeta. Da mesma forma o raio gera a formação do ozônio que, mais leve do que o ar, sobe, reforçando a camada de ozônio que, circundando a terra, protege a vida dos raios infravermelhos do Sol, permitindo a evolução natural dela em nosso planeta.

Como as nuvens se eletrificam, ainda não existem teorias, há no entanto um consenso entre os pesquisadores que acreditam que a eletricidade surge da colisão entre partículas de gelo, água e granizo no interior das mesmas. Um raio transfere das nuvens para a terra cerca de 500 quilowatts (representando um mês de consumo em uma residência) a 1.000.000 quilowatts, porém de 30.000 a 40.000 ampères (1.000 vezes mais forte do que um chuveiro elétrico).

Na antiga Grécia os raios eram cultuados como se fossem dardos em ziguezague lançados por Zeus e forjados por ciclopes, considerados como a vontade desse deus e, seja em que lugar caíssem, o local tornava-se sagrado e era erguido um templo ou monumento. Na África as pedras partidas por um raio são consideradas como o mais precioso dos talismãs (Pedra D'Ára - Etadí uá Ntanda, em kikongo - Ókutá-árainá, em Yorubá).

Embora não possamos explicar como nossos Bakulo tinham, de alguma forma, este conhecimento, a ciência ortodoxa provou que o raio é um dos responsáveis pela evolução e o desenvolvimento da vida no planeta Terra e depende das tempestades, ligando assim ambos à Mametu Matamba .

 

Tata ria Nkisi Nkuikidí uá Nzazi.